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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sistema político brasileiro fez Tiririca 'perder o sorriso', afirma jornal inglês

'Financial Times' comparou o palhaço ao comediante italiano Beppe Grillo, cujo partido amealhou 25% das cadeiras do Parlamento do seu país

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo
O jornal inglês Financial Times usou a experiência do palhaço Tiririca como deputado federal para criticar, em reportagem publicada nesta terça-feira, 26, a "disfuncionalidade" do "insano" sistema político brasileiro.
Tiririca, com cabelos pintados de loiro, no plenário da Câmara dos Deputados - Dida Sampaio/AE - 19/02/2012
Dida Sampaio/AE - 19/02/2012
Tiririca, com cabelos pintados de loiro, no plenário da Câmara dos Deputados
O texto afirma que o palhaço-político "perdeu seu sorriso" nos corredores do Congresso Nacional ao constatar que os parlamentares passam horas fazendo discursos, muitas vezes para um plenário vazio, e faltam com frequência às votações.
O jornal compara Tiririca, eleito deputado federal em 2010 pelo PR-SP com 1,35 milhão de votos, mais que o dobro do segundo colocado, ao comediante italiano Beppe Grillo, cujo partido amealhou 25% das cadeiras do Parlamento do seu país nas eleições deste domingo, 24.
"Você passa o dia inteiro aqui fazendo nada, apenas esperando para votar em algo enquanto as pessoas discutem e discutem", disse Tiririca ao Financial Times. O palhaço é um dos 9 deputados federais – de um total de 513 – que nunca faltou a uma votação e disse que isso é o "mínimo que (um parlamentar) deve fazer para cumprir com suas obrigações".
Ele afirma que não pretende se candidatar à reeleição, pois descobriu a resposta para a pergunta que repetia durante a sua campanha. "O que um político faz? Ele trabalha muito e produz pouco. Essa é a realidade", diz.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tiririca reclama de 'interesses' no Congresso e admite abandonar a política


VALTER LIMA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM ARACAJU

O deputado federal Tiririca (PR-SP) afirmou que existem "outros interesses" no Congresso e que, por conta disso, admite que talvez não tente a reeleição nas eleições de 2014. Ele se disse "desacreditado da política".

"Eu não sei se pretendo continuar, por ser muito difícil lá dentro [da Câmara dos Deputados]", disse Tiririca, nesta quarta-feira (26), em entrevista à Rádio Liberdade FM, de Aracaju (SE).
Beto Oliveira/Divulgação/Câmara dos Deputados
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
Palhaço eleito com 1,3 milhão de votos, ele demonstra decepção com a burocracia do Congresso. "Eu pensei que chegando à condição que eu cheguei, ia lá e ia aprovar projetos que iam beneficiar a população e essas coisas todas, mas não é assim. Há outros interesses", afirmou.

Na entrevista à rádio, Tiririca também disse que, "para boa parte da população, o político é visto como ladrão", mas ressaltou que se sente "muito feliz" quando as pessoas o elogiam por seu trabalho na Câmara.


Matéria publicada originalmente na Folha de S.Paulo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tiririca diz que em 1 ano fez 3 amigos e aprendeu o que deputado faz

Mais votado do país dizia na campanha desconhecer atividade parlamentar. Para ele, 'sistema da Casa é engessado por interesses políticos'.


Tiririca com pulseira que afirma ter ganhado de um índio que o visitou no gabinete (Foto: Vianey Bentes / TV Globo)Tiririca com pulseira que afirma ter recebido de
presente índio que o visitou no gabinete (Foto:
Vianey Bentes / TV Globo)
Após o primeiro ano de mandato na Câmara, o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, o mais votado do país na eleição do ano passado (1,3 milhão de votos), afirma que terminou 2011 “feliz”, depois de um começo “difícil para caramba”.
Ele fez campanha pedindo voto aos eleitores sob o argumento de que "pior que está, não fica" e dizendo que não sabia o que fazia um parlamentar.
Em entrevista ao G1, Tiririca afirmou que, em um ano, aprendeu o que é a atividade parlamentar e fez “três amigos que são amigos mesmo” dentre os 513 deputados da Casa.
“Quando eu cheguei, nos primeiros meses, foi difícil para caramba. Foi tudo muito novo para mim, complicado. Fui pegando o jeito e hoje estou tranquilo. Estou até feliz. Eu pensei que no começo iam me tratar diferente, fiquei com medo de que dissessem: ‘É artista, tem nariz empinado’. Mas viram que sou humilde. Tenho até feito amizade. Tenho três amigos que são amigos mesmo”, contou o deputado federal mais votado do Brasil nas eleições de 2010.
Leia a matéria completa no Portal G1

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tiririca não fala em plenário, mas se solta no futebol


AE - Agência Estado
Você sabe o que faz um deputado federal? A pergunta foi o mote da campanha que elegeu Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, o deputado mais votado do País. Após receber mais de 1,3 milhão de votos dos paulistanos, sua principal atividade depois da posse tem sido tirar fotos com turistas e fãs. Apesar de nunca ter feito um discurso em plenário, ele se solta no jogo de futebol com outros deputados.
Tiririca é um deputado que não fala em público. Só distribui sorrisos e acenos pelos corredores da Câmara. Um colega de bancada atribui o excesso de discrição à orientação da cúpula do PR para manter Tiririca longe de polêmicas. A preocupação com a imagem do puxador de votos é tanta que até seu figurino, no início, passou pelo crivo das lideranças. O secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto (SP), mandou comprar os ternos e gravatas de Tiririca.
Mas a discrição como deputado não o poupou de polêmicas. Logo no segundo mês de mandato, ele virou notícia ao repetir vícios condenados no Parlamento. Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que Tiririca contratou dois humoristas para auxiliá-lo em São Paulo, onde nem sequer mantém escritório político. O jornal mostrou ainda que Tiririca usou dinheiro público para se hospedar num resort em Fortaleza (CE). O deputado devolveu o dinheiro da hospedagem, mas manteve os funcionários em seu gabinete.
Causa espécie, no entanto, que o parlamentar mais votado do País não abra a boca em plenário. Quase seis meses depois da posse, o deputado e artista não subiu à tribuna para o primeiro discurso. O líder do PR, Lincoln Portela (MG), minimiza o mutismo do colega lembrando que há outros deputados na mesma situação. Na hora de elogiá-lo, Portela não consegue fugir da faceta de artista. "Ele é muito respeitoso, discreto e elegante com todos. Tira foto com todo mundo, não esnoba nem discrimina ninguém."

quarta-feira, 2 de março de 2011

Na 1ª fila, Tiririca diz que 'deu para entender' trabalho de comissão

MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA


Na posse como integrante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, o deputado Tiririca (PR-SP) sentou-se na primeira fila e disse que "deu para entender legal" os trabalhos.

O humorista ainda prometeu apresentar projetos relacionados ao circo e afirmou que vai dar para "aproveitar a comissão, pois tem vivência como palhaço e sustentou seis filhos".

Ao ser questionado se trabalharia com humor disse: "humor é lá fora. Vocês confundem. O palhaço é lá, aqui tem até o negócio do decoro né?".

Ontem, o deputado mais votado do país com 1,3 milhão de votos disse à Folha que as críticas que fizeram contra ele por sua participação na comissão foram preconceituosas.

"[Preconceito] que existiu até para eu chegar aqui, mas foi o povo que me colocou aqui e a voz do povo é a voz de Deus", afirmou.

Tiririca teve a diplomação para o cargo ameaçada após suspeita de falsificar a declaração de que sabia ler e escrever. Ele foi inocentado pela Justiça depois de fazer uma prova de leitura.

Sérgio Lima/Folhapress

Na primeira sessão da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Tiririca (PR-SP) sentou-se na primeira fila


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Com ‘Lei Tiririca’, começa reforma política ‘possível’

Adoção de sistema majoritário para eleição de deputados, pondo fim aos puxadores de votos, faz parte da restrita pauta em debate
Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A proposta de reforma política que começa a ser debatida no Congresso, a partir de terça-feira, deve aprovar uma mudança radical na eleição de deputados. Há uma grande chance de os partidos condenarem à morte o atual sistema proporcional, baseado em coeficiente eleitoral. No lugar entraria o voto majoritário simples. Traduzindo: quem tem mais votos é eleito.
Celso Junior/AE
Celso Junior/AE
O 1,3 milhão de votos de Tiririca elegeu deputado que ficou atrás de 10 candidatos
Hoje, as vagas são distribuídas conforme o número de votos recebidos pela legenda ou coligação. Levando em conta esse resultado, o partido tem direito a um número de eleitos, mesmo que alguns tenham menos votos que outros candidatos.
A mudança tornará inútil a figura do candidato puxador de votos, geralmente representado por algum político importante ou por celebridades. Tanto que a proposta do voto majoritário simples foi, ironicamente, apelidada de "Lei Tiririca" - ela impedirá justamente a repetição do fenômeno provocado pela eleição do palhaço, deputado pelo PR de São Paulo.
Tiririca teve 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos bem menos votados, como Vanderlei Siraque (PT-SP), que somou 93 mil votos, menos que outros dez candidatos não eleitos.
Em eleições passadas, outros puxadores levaram a Brasília uma bancada de candidatos nanicos, como Enéas Carneiro e Clodovil Hernandez, ambos já falecidos e campeões de votos em 2002 e 2006, respectivamente. Há nove anos, Enéas foi escolhido por 1,5 milhão de eleitores e puxou mais quatro deputados, incluindo Vanderlei Assis de Souza, com ínfimos 275 votos.
"É um pouco chocante. Alguém que teve 128 mil votos não pode decidir em nome do povo, e quem teve 275 votos pode", diz o vice-presidente Michel Temer (PMDB), defensor do voto majoritário simples. "Os partidos não vão mais buscar nomes que possam trazer muitos votos, nem vão procurar um grande número de candidatos para fazer 2,3 mil votos ou menos, só para engordar o coeficiente eleitoral."
Se aprovada, a "Lei Tiririca" vai gerar um imediato efeito colateral: tornará inúteis as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Hoje, os partidos se aliam para formar chapas para somar forças e produzir um alto coeficiente. Na nova regra, uma aliança partidária não produz qualquer efeito.
Unificação. Outra mudança em debate é a unificação das eleições e a coincidência de mandatos. A proposta é de consenso difícil, mas tem alguma chance de ser aprovada se entrar em vigor para eleições futuras, sem afetar os direitos de quem tem mandato e pode se reeleger.
Se houver consenso, os próximos prefeitos e vereadores serão eleitos em 2012 para mandato de dois ou de seis anos. No primeiro caso, menos provável, as eleições unificadas ocorreriam já em 2014. Se for um mandato de seis anos, a unificação ficaria para 2018.
Apesar da complexidade da proposta e do lado pouco prático - criaria uma supereleição em um único dia -, a ideia da reforma política, desta vez, é que ela não cometa o erro de sempre: uma debate inchado de propostas que, apesar de defendida como prioritária por todos os políticos, sempre acaba patinando. Pior: alterações significativas, como fidelidade partidária, verticalização das alianças e seu fim, acabaram sendo decididas por ordem do Poder Judiciário.
Por isso, veteranos do debate acreditam que a reforma só tem chance de passar se for restrita a poucos pontos. Em 2009, o Senado aprovou um texto que a Câmara ignorou, por não ter sido negociado em comum acordo. "Se vierem poucos pontos, pode sair. Caso contrário, não", diz o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), principal líder político do partido que, no passado, ajudou a derrubar o projeto que criava a cláusula de barreira para legendas que não somassem 5% do total de votos para a Câmara Federal, o que praticamente inviabilizaria a atividade desses partidos.
Em debate
Michel Temer
Vice-presidente da República e defensor do fim do sistema proporcional
"O partido vai verificar quem tem condições de um desempenho político e eleitoral adequado e vai levá-los à candidatura"
"Você não pode fazer reformas políticas quilométricas, como tem sido proposto. Daí, não avança"
Valdemar Costa Neto
Deputado (PR-SP)e principal articulador do partido
"Se vierem poucos pontos, pode sair. Caso contrário, não"

Do ESTADÃO.COM.BR

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mensagem ao Deputado Tiririca

Nesta data enviei a seguinte mensagem ao Deputado, utilizando o link ao lado (Correio eletrônico):
Prezado Deputado,
Tenho a satisfação de informar-lhe que, como cidadão paulista, não votei no senhor e o adotei no projeto Adote um Deputado.
Mantenho um blog com todas as informações referentes a seu mandato e, coloco-me a sua disposição para qualquer informação que achar relevante.
Conheça o blog: http://cuidandodotiririca.blogspot.com/
Aproveito a oportunidade para desejar-lhe um bom trabalho legislativo e não esqueça daqueles que o elegeram!
Atenciosamente.
Alecir Macedo
Adote um Deputado
Agora é aguardar uma manifestação do nobre Deputado!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estrela na posse, Tiririca diz que já esperava o assédio

EDUARDO BRESCIANI - Agência Estado


O deputado Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, foi o mais assediado na posse dos deputados federais, hoje, na Câmara. Quase uma hora após o encerramento da sessão, o agora parlamentar ainda mantinha o sorriso para tirar dezenas de fotos com fãs presentes na cerimônia. Seguranças da Câmara foram chamados para ajudar Tiririca a deixar o plenário da Casa. Sua assessoria pediu a ajuda porque o deputado foi operado na semana passada e ainda necessita de cuidados com a saúde.

Questionado se estava surpreso com o assédio no centro do poder, o deputado deixou a modéstia de lado: "Com sinceridade, eu já esperava. Pelo trabalho artístico que a gente tem feito, já era esperado isso". Apresentado logo de chegada a uma sessão lotada e com discursos, o parlamentar afirmou que "não é chato" o ambiente e que "dá para aguentar os quatro anos de mandato". Tiririca foi o deputado mais votado nas eleições de outubro do ano passado. Ele recebeu mais de 1,3 milhão de votos no Estado de São Paulo.

Do ESTADÃO.COM.BR

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

‘Bônus-Tiririca’ sobe para R$ 4 milhões

Quantia será recebida pelo PR em razão dos 1,3 milhão de votos que ele obteve em SP


Daniel Bramatti, de O Estado de S. Paulo
O aumento dos repasses de recursos públicos para o Fundo Partidário ampliou o ganho do PR com a aposta no sucesso eleitoral do palhaço Tiririca.
Em novembro do ano passado, o Estado revelou que os mais de 1,3 milhão de eleitores que votaram em Tiririca para deputado federal garantiriam uma receita de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.
O cálculo foi feito com base na previsão antiga de recursos para o fundo. Após a inesperada elevação de R$ 100 milhões, promovida pelo Congresso no fim de dezembro, o "bônus-Tiririca" chegará a R$ 4 milhões por ano.
O PR terá esse retorno em dinheiro porque o Fundo Partidário é dividido de acordo com a votação de cada legenda para a Câmara dos Deputados.
O cearense Francisco Everardo Oliveira Silva teve o apoio de 1,3 milhão de eleitores, o equivalente a 1,4% dos votos válidos para a Câmara. Sozinho, ele teve mais votos que 13 partidos que disputaram a eleição passada.
Graças a esse desempenho, somado ao de outros puxadores de votos, como Anthony Garotinho, no Rio, o PR – chamado por alguns de seus próprios líderes de "Partido de Resultados" – vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo do Fundo Partidário, que chegará a R$ 301 milhões em 2011. A receita anual da legenda deve subir de R$ 9,5 milhões para R$ 22 milhões.
Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados. Isso elevará em 64% seu tempo na propaganda gratuita na TV.
Em 2010, o principal puxador de votos do PR fez do deboche sua plataforma de campanha. "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto."