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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Tiririca contraria PR e vota contra mudança na meta fiscal

Matéria publicada originalmente pelo Portal Terra

Fernando Diniz
Direto de Brasília
Tiririca foi o único do PR a votar contra o projeto de lei
Foto: Facebook / Reprodução

 O deputado federal Tiririca (PR-SP) contrariou na madrugada desta quinta-feira a orientação de seu partido e votou contra o projeto que flexibiliza a meta de superávit primário, economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública. Todos os outros 21 deputados do governista PR disseram sim na votação que se arrastou pela madrugada e que só deve ser concluída na próxima terça-feira. 

A orientação do bloco composto pelos partidos governistas PP e Pros foi para que seus deputados dissessem “sim”, o que não foi feito apenas pelo deputado de São Paulo e pelo veterano Miro Teixeira (Pros-RJ), que está na Câmara há 10 mandatos. Tiririca não foi encontrado para comentar por que seguiu a orientação da oposição.

Os partidos governistas não foram unânimes em aprovar o projeto, que permite ao governo economizar menos no ano de 2014. No aliado PDT, apenas o deputado Reguffe (DF) teve voto contrário na Câmara, enquanto o PMDB teve cinco dissidências nas duas Casas. Um voto do oposicionista DEM foi favorável ao projeto do governo, o do deputado Mendonça Prado (SE).

Com a resistência de partidos da oposição, a votação do projeto se estendeu pela madrugada e tem ainda pendente um destaque que pode alterar o texto. A matéria retira o limite de abatimento que o governo pode fazer do superávit com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e desonerações. Pela legislação em vigor, o governo pode fazer o desconto até R$ 67 bilhões.   
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Tiririca custa R$ 805 mil e rende R$ 15 milhões ao PR em quatro anos

Votação recorde do humorista em 2010 eleva repasses do Fundo Partidário à legenda; recursos são públicos

Investir em Tiririca rende altos dividendos, e não apenas políticos. A votação obtida pelo deputado federal em 2010 - 1,35 milhão de votos, recorde nacional - garantiu ao Partido da República (PR) entre R$ 14 milhões e R$ 15 milhões em verbas do Fundo Partidário, que é constituído por dinheiro público, segundo cálculos do iG com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O valor é cerca de 17 vezes maior que os R$ 805 mil gastos pelo PR para eleger o humorista, que provavelmente obterá um novo mandato neste ano a um custo orçamento semelhante - e relativamente baixo - para a legenda. 

A título de comparação, se a mesma quantia tivesse sido depositada na poupança, o PR teria hoje R$ 1 milhão.

Matéria publicada originalmente pelo Portal IG 
 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PR cogita lançar Tiririca para Prefeitura de São Paulo

MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA

Em meio às negociações de alianças na corrida eleitoral e de mais espaço no governo federal, o PR cogita lançar o deputado Tiririca na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo lideranças da legenda, o movimento tem dois objetivos principais. O primeiro é evitar indisposições tanto com PSDB quanto com o PT. Atualmente, o PR é aliado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas teria dificuldade em apoiar o tucano José Serra por estar, em âmbito nacional, mais próximo de Dilma Rousseff do que da oposição.

Beto Oliveira/Divulgação/Câmara dos Deputados
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
Ao mesmo tempo, caso apoie o petista Fernando Haddad ficaria "a pão e água", segundo palavras de uma liderança do partido, caso Serra ganhasse.

Outra ideia com o lançamento do nome de Tiririca é puxar votos para os vereadores da capital. A cúpula do PR acredita que, na disputa, Tiririca seria um cabo eleitoral mais forte.

Lideranças do PR, porém, negam que as negociações aconteçam para pressionar o Palácio do Planalto a indicar um novo ministro para os Transportes.

Questionado, o deputado diz achar que tem capacidade para administrar a maior cidade do país.

"Acho que isso [a possibilidade de ser candidato] é um reconhecimento do meu trabalho aqui [na Câmara]. De 513 eu sou um dos poucos que nunca faltou. Isso me surpreendeu, mas quem bota lá [quem elege o prefeito] é o povo", disse à *Folha&. Segundo Tirirca, sua decisão depende apenas do partido.

As conversas sobre o assunto começaram no Carnaval e devem prosseguir ao longo dessa semana.

"Pela votação dele [Tiririca], ele tem todo o direito de ser candidato. Além disso foi uma surpresa positiva aqui na Câmara", afirmou o líder do PR na Casa, deputado Licoln Portela (MG).

Tiririca foi o deputado federal mais votado do país, com cerca de 430 mil votos somente na capital.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No Congresso, Tiririca diz que educação é prioridade

RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado
Escoltado por seguranças e ciceroneado pelo líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (PR-GO), o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, provocou tumulto durante sua primeira visita ao Congresso Nacional na tarde de hoje. "Estou muito emocionado", disse o futuro deputado, eleito com mais de 1 milhão de votos. Tiririca destacou que terá como prioridade a educação.
Questionado por repórteres se já sabia o que um deputado faz, Tiririca respondeu: "Sim, com certeza, e vou aprender mais com os colegas. Aqui é coisa séria." Ele disse que "deu sorte" ao chegar ao Congresso no momento em que se discute o aumento salarial dos parlamentares. "Acho justo. Tomara que aprovem", afirmou.
O humorista prometeu não decepcionar quando tomar posse e disse que pretende conciliar a vida de deputado com a de artista. "Não vou abandonar o Tiririca, não", disse o deputado federal eleito. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tiririca renderá R$ 2,7 milhões por ano para seu partido

Os 1,3 milhão de votos obtidos pelo humorista em São Paulo ampliam a fatia do PR na divisão dos recursos públicos do Fundo Partidário


Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo
Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em "puxador de dinheiro". Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.
Esse "bônus Tiririca" equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como "abestado" e celebrizou o slogan "pior que tá, não fica".
O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República - chamado por alguns de seus próprios líderes de "Partido de Resultados" - vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.
Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais - um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio.
Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados - o que elevará em 64% seu tempo de TV e seu cacife nas negociações de alianças.
O desempenho é resultado de uma estratégia que tem como figura central o deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP). Mentor da candidatura Tiririca, ele levou o partido a conquistar votos de eleitores desencantados com a política e com escândalos que, paradoxalmente, envolveram o próprio PR. Costa Neto é réu no processo do mensalão e, em 2005, renunciou ao mandato para evitar a cassação.
Na televisão, o puxador de votos do PR fez do deboche do mundo político sua plataforma de campanha. "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto", afirmou Tiririca, em uma de suas primeiras aparições. Enquanto o humorista celebrava a ignorância em relação ao próprio papel, seus correligionários comemoravam o acerto da aposta: já no início de setembro ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Câmara.
Questionado sobre a futura aplicação dos recursos extras, o PR informou que ela atenderá "aos parâmetros que sempre orientaram a legenda, com ênfase para a inserção social do partido e a difusão dos ideais republicanos".