Retirada de pedras na vesícula durou cerca de uma hora.
Deputado eleito passou a noite em hospital de São Paulo.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após cirurgia para retirada de pedras na vesícula, de acordo com sua assessoria de imprensa. A operação foi realizada na tarde desta sexta-feira (28) e durou cerca de uma hora.
Conforme a assessoria, o procedimento transcorreu bem, mas ainda não há informações sobre a alta. Ele passou a noite no hospital. Tiririca está acompanhado da esposa.
Ainda de acordo com a assessoria, o deputado eleito não passou mal e a cirurgia não foi de urgência. Tiririca teria passado por uma consulta na manhã desta sexta e resolveu fazer a operação no mesmo dia. O motivo seria porque, a partir da semana que vem, quando tomará posse na Câmara como deputado federal, ele terá menos tempo por conta da divisão da agenda entre as atividades parlamentares e as artísticas.
Há um mês, Tiririca foi internado em um hospital de Fortaleza após uma indisposição em razão das pedras na vesícula.
Fonte: Portal G1
Fazemos o acompanhamento dos trabalhos parlamentares do Deputado, baseado no modelo do Adote um Vereador.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Tiririca segue internado após cirurgia, diz assessoria
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Tiririca é ovacionado em SP após diplomação
Foto: Audrey_Garcia
DAIENE CARDOSO - Agência Estado
O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, foi diplomado na manhã de hoje na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e ovacionado pela plateia. Eleito com o maior número de votos no País, Tiririca foi o primeiro a receber o diploma. Assim como ele, novatos como a deputada estadual eleita Leci Brandão (PCdoB) e os federais eleitos Protógenes Queiroz (PCdoB) e Bruna Furlan (PSDB) foram alguns dos mais aplaudidos na cerimônia.
Tiririca recebeu do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Walter de Almeida Guilherme, o diploma, ergueu o certificado e cumprimentou os demais diplomados, entre eles o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB). Tiririca deixou a mesa de diplomação exibindo o diploma à plateia. Ele foi mais aplaudido que veteranos federais, como Aldo Rebelo (PCdoB), Ricardo Berzoini (PT), Vicente Paulo da Silva (PT), Roberto Freire (PPS) e Mendes Thame (PSDB).
Muito aplaudido, Protógenes pegou o diploma sob os gritos "Prende o Maluf!". O deputado federal reeleito Paulo Maluf (PP) também recebeu aplausos, mas ouviu também vaias dos convidados. Entre os apoiadores, o ex-prefeito de São Paulo ouviu frases como "É dor de cotovelo" e "Maluf, eu te amo". Ele foi absolvido esta semana no caso Frangogate, pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por 3 votos a 2. Com a decisão, a candidatura foi assegurada.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
No Congresso, Tiririca diz que educação é prioridade
RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado
Escoltado por seguranças e ciceroneado pelo líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (PR-GO), o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, provocou tumulto durante sua primeira visita ao Congresso Nacional na tarde de hoje. "Estou muito emocionado", disse o futuro deputado, eleito com mais de 1 milhão de votos. Tiririca destacou que terá como prioridade a educação.
Questionado por repórteres se já sabia o que um deputado faz, Tiririca respondeu: "Sim, com certeza, e vou aprender mais com os colegas. Aqui é coisa séria." Ele disse que "deu sorte" ao chegar ao Congresso no momento em que se discute o aumento salarial dos parlamentares. "Acho justo. Tomara que aprovem", afirmou.
O humorista prometeu não decepcionar quando tomar posse e disse que pretende conciliar a vida de deputado com a de artista. "Não vou abandonar o Tiririca, não", disse o deputado federal eleito.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Saiba detalhes do desempenho de Tiririca nas provas
Avaliação feita por especialistas revelou uma doença que atrapalha a leitura, a escrita e a habilidade de fazer contas.
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Tiririca afirma que ainda não sabe 'bem' o que faz um deputado
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO
O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, afirmou em entrevista à TV Record na noite deste domingo que continua sem saber "bem" o que faz um parlamentar na Câmara dos Deputados.
"Na realidade [antes] eu não sabia, antes de ler o livro do negócio [sic], como funciona. Mas aí, na realidade, agora.... eu ainda não tô sabendo bem. Mas quando chegar lá eu vou saber. Deixa eu chegar lá. Tô chegando".
Na primeira entrevista que concedeu em três meses e meio, Tiririca afirmou que não é analfabeto.
"Fui lá e fiz o teste. Não era obrigado, mas fui fazer. Sei ler, sei escrever, pode ficar tranquilo".
Questionado sobre se já se havia imaginado fazendo um discurso no púlpito da Câmara, Tiririca respondeu: "na verdade não sei nem o que é púlpito".
"Nós estamos estudando o negócio de chegar até lá e poder falar legal. Acho que vai ser um pouco difícil falar legal, mas eu vou tentar [risos]".
O deputado eleito contou que disse à sua mulher, em 3 de outubro, dia da votação, que achava que não seria eleito.
"Falei pra minha esposa que eu ia tirar uns 5.000 votos. Porque nós levamos a campanha na brincadeira. Não oferecemos proposta pra ninguém. Achava que a galeria ia levar na brincadeira isso aí".
Tiririca afirmou não guardar rancor do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que o acusou por falsidade ideológica e pelo suposto analfabetismo.
"Eu acho que ele tá fazendo o trabalho dele, fez o trabalho dele. Eu só peço a Deus que na cabeça dele ele não tenha tanta raiva, tanto ódio de mim. Eu não tenho raiva de ninguém, não tenho ódio de ninguém".
Da Folha.com
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Tiririca se defende e afirma que foi a 'bola da vez' da eleição
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
O humorista e deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, afirmou que foi acusado de apresentar declarações falsas sobre sua alfabetização e bens à Justiça Eleitoral porque foi "a bola da vez" das eleições.
O desabafo foi feito no interrogatório realizado em 11 de novembro pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo Aloísio Silveira, ao qual a Folha teve acesso.
Na ocasião, Tiririca contou que aprendeu a ler e escrever em um circo e "inclusive fazia a lição de casa".
O depoimento foi dado na audiência da ação penal iniciada pelo promotor eleitoral Maurício Lopes, que acusou Tiririca de cometer o crime de falsidade ideológica.
Na audiência, que durou cerca de 12 horas, Tiririca foi indagado sobre as alegações do promotor. Após negá-las, afirmou: "eu tenho na minha cabeça que essas acusações vêm pelo que aconteceu na votação nas eleições de 2010 para deputado federal".
"Acho que como eu estava indo bem, isso saiu nas pesquisas, dizendo que eu ia ter bastante voto. O Tiririca era então a bola da vez, só se falando nesse fato", disse.
Em seguida no interrogatório, o juiz questionou Tiririca sobre sua alfabetização.
Em seguida no interrogatório, o juiz questionou Tiririca sobre sua alfabetização.
"Sei ler e escrever, sim. Não sou nenhum professor, mas o pouco que estudei foi o suficiente para entender o que eu leio, e escrever com um pouco de dificuldade", declarou.
Tiririca relatou que teve aulas de português e matemática dos 8 aos 12 anos de idade no circo em que atuava. "Durante esse período tive aula com as professoras, sendo que inclusive fazia a lição de casa."
O deputado ressaltou no interrogatório que sua alfabetização permitia entender mensagens escritas presentes no cotidiano dele.
"O dono do circo elaborava essa programação do horário e deixava fixado atrás da cortina. Não pedia a ajuda para ninguém para entender quais os horários em que eu teria que atuar", declarou.
O juiz também questionou Tiririca sobre a acusação de que ele teria apresentado uma declaração falsa sobre a inexistência de bens registrados em seu nome.
O humorista disse ao magistrado que não se valia de um "laranja" para ocultar a propriedade de bens e que a declaração entregue à Justiça Eleitoral é verdadeira.
No final da audiência, mesmo após Tiririca ter passado por um teste de ditado e leitura, o juiz pediu que ele escrevesse mais algumas frases, de livre escolha.
O humorista pegou papel e caneta e escreveu: "Não sou analfabeto".
Nesta terça-feira, o juiz Silveira absolveu Tiririca das acusações. O promotor do caso afirmou que vai recorrer contra a decisão.
Após receber mais de 1,3 milhão de votos no dia 3 de outubro, o humorista será diplomado deputado federal no dia 17 de dezembro.
Da Folha.com
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Tiririca é absolvido pela Justiça Eleitoral
Deputado federal mais votado do Brasil – foi eleito com 1,3 milhão de votos - Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR), foi absolvido pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Aloisio Silveira. O juiz negou ação apresentada pelo Ministério Público, que acusa o político de falsidade ideológica, alegando que o atestado de alfabetização não foi feito por ele. “A Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos, e não os funcionais”, afirmou.
Ainda de acordo com Silveira, após os testes de leitura e compreensão de textos feitos por Tiririca no último dia 11, “torna-se irrelevante a investigação sobre quem, como ou em que circunstâncias a declaração que continha a afirmação de que saber ler e escrever foi produzida.” Ele ainda rejeitou acusação do MP sobre falsidade na declaração de bens de Tiririca, que indicou não possuir patrimônio em seu nome.
O promotor eleitoral Maurício Lopes pode recorrer da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas o presidente da corte, Walter Almeida Guilherme, já disse que Tiririca será diplomado dia 17 com os outros eleitos. Quando isso ocorrer, o caso subirá para o Supremo Tribunal Federal (STF).
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Tiririca renderá R$ 2,7 milhões por ano para seu partido
Os 1,3 milhão de votos obtidos pelo humorista em São Paulo ampliam a fatia do PR na divisão dos recursos públicos do Fundo Partidário
Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo
Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em "puxador de dinheiro". Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.
Esse "bônus Tiririca" equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como "abestado" e celebrizou o slogan "pior que tá, não fica".
O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República - chamado por alguns de seus próprios líderes de "Partido de Resultados" - vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.
Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais - um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio.
Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados - o que elevará em 64% seu tempo de TV e seu cacife nas negociações de alianças.
O desempenho é resultado de uma estratégia que tem como figura central o deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP). Mentor da candidatura Tiririca, ele levou o partido a conquistar votos de eleitores desencantados com a política e com escândalos que, paradoxalmente, envolveram o próprio PR. Costa Neto é réu no processo do mensalão e, em 2005, renunciou ao mandato para evitar a cassação.
Na televisão, o puxador de votos do PR fez do deboche do mundo político sua plataforma de campanha. "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto", afirmou Tiririca, em uma de suas primeiras aparições. Enquanto o humorista celebrava a ignorância em relação ao próprio papel, seus correligionários comemoravam o acerto da aposta: já no início de setembro ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Câmara.
Questionado sobre a futura aplicação dos recursos extras, o PR informou que ela atenderá "aos parâmetros que sempre orientaram a legenda, com ênfase para a inserção social do partido e a difusão dos ideais republicanos".
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Caso Tiririca vira questão de honra para promotor eleitoral
Parece que o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Eleitoral, está levando o caso Tiririca como pessoal ou questão de honra. Após o teste ocorrido na semana passada ele insiste em provar a incapacidade do deputado eleito.
Segundo o promotor, Tiririca é analfabeto funcional e falsificou seu registro da candidatura e, o acusa de falsidade ideológica.
Tiririca, chamamos assim o deputado por ter sido eleito como Tiririca, fez uma campanha baseada em deboches e desrespeito a inteligência do eleitor. Exercendo sua função de palhaço conseguiu angariar mais de 1,3 milhões de votos. A população paulista votou no palhaço e não em Francisco Everardo, seu verdadeiro nome.
Agora que está eleito devemos deixá-lo assumir seu cargo, como dizem por aí a vontade do povo é soberana, cada eleitor têm o político que merece e a vontade do povo deve ser respeitada.
É a oportunidade de conhecermos a função de um deputado, como ele mesmo disse em sua campanha ao dizer que não sabia qual era, pediu para o elegerem que descobririam. Atendido pela população, agora deixem assumir seu cargo!
Seja o que Deus quizer!
Segundo o promotor, Tiririca é analfabeto funcional e falsificou seu registro da candidatura e, o acusa de falsidade ideológica.
Tiririca, chamamos assim o deputado por ter sido eleito como Tiririca, fez uma campanha baseada em deboches e desrespeito a inteligência do eleitor. Exercendo sua função de palhaço conseguiu angariar mais de 1,3 milhões de votos. A população paulista votou no palhaço e não em Francisco Everardo, seu verdadeiro nome.
Agora que está eleito devemos deixá-lo assumir seu cargo, como dizem por aí a vontade do povo é soberana, cada eleitor têm o político que merece e a vontade do povo deve ser respeitada.
É a oportunidade de conhecermos a função de um deputado, como ele mesmo disse em sua campanha ao dizer que não sabia qual era, pediu para o elegerem que descobririam. Atendido pela população, agora deixem assumir seu cargo!
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sábado, 13 de novembro de 2010
Promotor quer novos testes de alfabetização de Tiririca
Maurício Antonio Ribeiro Lopes vai entrar com mandado de segurança para que o deputado eleito seja submetido a novo teste para aferir seu grau de alfabetização
Anne Warth, da Agência Estado
O promotor de Justiça Eleitoral da 1.ª Zona da Capital, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, vai entrar com mandado de segurança para que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, seja submetido a novo teste para aferir seu grau de alfabetização. Em nota distribuída nesta sexta-feira, 12, Lopes avalia que o juiz da 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, extrapolou os limites de sua função ao aplicar o teste por conta própria. Na avaliação dele, o teste somente poderia ser aplicado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), uma vez que foi o tribunal que recebeu o registro da candidatura de Tiririca e não a 1.ª Zona Eleitoral.
Lopes já havia anunciado nesta quinta-feira que iria impetrar mandado de segurança, pois entendia que a acusação teve seus direitos cerceados pelo juiz. Silveira negou os pedidos do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para quebra de sigilo fiscal e bancário de Tiririca e para a realização de uma perícia técnica para avaliar seu grau de alfabetização. De acordo com o promotor, as ações do juiz impediram a Promotoria de demonstrar os crimes de falsidade ideológica e de falsificação de documento. Na nota, Lopes reafirma que estuda adotar outras medidas para garantir os princípios constitucionais do processo.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Tiririca 'leu e escreveu' em audiência, diz presidente do TRE-SP
Deputado federal eleito participou de audiência na Justiça eleitoral.
Processo apura escolaridade e veracidade da declaração de alfabetização.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, desembargador Walter de Almeida Guilherme, disse na tarde desta quinta-feira (11) que o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, "leu e escreveu" durante audiência realizada para apurar a veracidade de sua declaração de escolaridade.
A sessão foi retomada à tarde para que sejam ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa. Tiririca não quis se submeter à coleta de material para perícia, mas o desembargador entende que a realização do teste acabou superando a necessidade de nova análise de sua grafia. "Este teste acabou dando o resultado que daria a própria perícia", disse o desembargador.
O presidente do TRE não quis comentar o desempenho de Tiririca, deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos.
"Não conheço o processo e seria leviano dizer. É o juiz (responsável pelo caso) que vai dizer isso", afirmou o desembargador. "Foi ditado e ele escreveu. Se escreveu mal ou bem, não vou dizer, não sei. Na hora de ler, ele leu. Se bem ou mal, é o juiz que vai avaliar", afirmou.
Durante o teste, Tiririca teve de ler o título e o subtítulo de duas páginas de um jornal paulistano. Os textos são da edição desta quinta: uma reportagem sobre o filme que homenageia Ayrton Senna e outra sobre a ação do Procon sobre estabelecimento que vendia produto vencido.
Ele também foi submetido a um ditado, extraído do livro “Justiça Eleitoral – Uma Retrospectiva”. O deputado eleito teve de reproduzir o seguinte trecho: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”.
"Ele veio de manhã para fazer eventualmente uma perícia. Ele se recusou a fazer a perícia como permite a lei no sentido fazer dado de auto-incriminação. Mas o juiz na sua prerrogativa pediu a ele que se submetesse a um teste. Então o juiz fez um ditado, aleatoriamente, que caiu na página 51. Ele escreveu aquilo que foi dito. Depois o juiz perguntou se ele se submeteria a um teste de leitura e ele leu, título e subtítulo", afirmou Guilherme.
Tiririca chegou por volta das 9h à sede do TRE, na Bela Vista, região central de São Paulo. Ele estava acompanhado por seguranças, que estavam em outro veículo. Antes de entrar no elevador, fez um breve aceno aos repórteres que o aguardavam em frente ao edifício.
Segundo o presidente do TRE, é possível que a Justiça Eleitoral decida ainda nesta quinta a ação penal. “É possível que ele [o juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira] decida hoje”, disse o desembargador ao chegar ao tribunal.
Ação penal
Segundo o TRE, a resolução nº 23.221 dispõe que "a ausência do comprovante de escolaridade poderá ser suprida por declaração de próprio punho, podendo a exigência de alfabetização do candidato ser aferida por outros meios, desde que individual e reservadamente".
Segundo o TRE, a resolução nº 23.221 dispõe que "a ausência do comprovante de escolaridade poderá ser suprida por declaração de próprio punho, podendo a exigência de alfabetização do candidato ser aferida por outros meios, desde que individual e reservadamente".
A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), foi recebida em 4 de outubro com base no artigo 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento de multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.
No Portal G1/SP
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Justiça Eleitoral deve aplicar teste em Tiririca nesta quinta
O deputado federal eleito Tiririca (PR-SP) deve fazer hoje um teste para comprovar que sabe ler e escrever, perante à Justiça Eleitoral paulista. Como o caso corre em segredo de Justiça, o exame deve ser feito a portas fechadas. O juiz Aloísio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, é que deve decidir como a "prova" será realizada.
"Sugeri que houvesse um ditado de um trecho da Constituição Federal e a leitura de outro. Mas o juiz é que vai decidir, ele pode pegar qualquer livro e pedir para o Tiririca ler", disse o promotor eleitoral responsável pelo caso, Maurício Lopes.
Em sua defesa, Tiririca disse que teve a ajuda da mulher para fazer a declaração de próprio punho entregue à Justiça Eleitoral quando registrou sua candidatura. Ele alegou ter problemas motores que o impedem de segurar uma caneta com firmeza.
No Diário de S.Paulo
"Sugeri que houvesse um ditado de um trecho da Constituição Federal e a leitura de outro. Mas o juiz é que vai decidir, ele pode pegar qualquer livro e pedir para o Tiririca ler", disse o promotor eleitoral responsável pelo caso, Maurício Lopes.
Em sua defesa, Tiririca disse que teve a ajuda da mulher para fazer a declaração de próprio punho entregue à Justiça Eleitoral quando registrou sua candidatura. Ele alegou ter problemas motores que o impedem de segurar uma caneta com firmeza.
No Diário de S.Paulo
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Para promotor do caso Tiririca, campanha do candidato foi feita com desigualdade
ALINE PELLEGRINI
DE SÃO PAULO
O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que questionou a validade da candidatura do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, afirmou que a campanha do candidato foi feita com desigualdade.
"A campanha não foi feita com o homem, mas com o personagem. Queria ver ele sem fantasia."
O promotor afirma que está preparado para comprovar que Tiririca é analfabeto, com um "arsenal de conhecimento" formado para o caso.
Ao comentar os ataques que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou ser uma "cretinice" o processo contra o humorista, e "um desrespeito com os 1,3 milhão de eleitores dele", Maurício Lopes crava que "a maioria não pode tudo numa democracia, a maioria não está acima da lei, que vale para todos. Não é por ter tantos votos que a pessoa está acima da lei".
O promotor afirma que pedirá a absolvição do candidato caso ele demonstre, durante audiência, que é alfabetizado.
Para que a avaliação ocorra sem constragimentos, o processo corre em segredo de justiça.
A data da audiência também é mantida em segredo pela Justiça Eleitoral e Tiririca pode ser submetido a uma coleta de prova diante do juiz. O processo pode levar à aplicação de uma pena de um a cinco anos de prisão, mas não impede a diplomação de Tiririca, que acontece em 17 de dezembro, nem a possibilidade de recursos aos tribunais superiores.
Da Folha.com
DE SÃO PAULO
O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que questionou a validade da candidatura do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, afirmou que a campanha do candidato foi feita com desigualdade.
"A campanha não foi feita com o homem, mas com o personagem. Queria ver ele sem fantasia."
O promotor afirma que está preparado para comprovar que Tiririca é analfabeto, com um "arsenal de conhecimento" formado para o caso.
Ao comentar os ataques que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou ser uma "cretinice" o processo contra o humorista, e "um desrespeito com os 1,3 milhão de eleitores dele", Maurício Lopes crava que "a maioria não pode tudo numa democracia, a maioria não está acima da lei, que vale para todos. Não é por ter tantos votos que a pessoa está acima da lei".
O promotor afirma que pedirá a absolvição do candidato caso ele demonstre, durante audiência, que é alfabetizado.
Para que a avaliação ocorra sem constragimentos, o processo corre em segredo de justiça.
A data da audiência também é mantida em segredo pela Justiça Eleitoral e Tiririca pode ser submetido a uma coleta de prova diante do juiz. O processo pode levar à aplicação de uma pena de um a cinco anos de prisão, mas não impede a diplomação de Tiririca, que acontece em 17 de dezembro, nem a possibilidade de recursos aos tribunais superiores.
Da Folha.com
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Justiça Eleitoral convocará Tiririca para ditado e leitura
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
A Justiça Eleitoral convocará o humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, para a realização de um ditado e a leitura de um texto simples para verificação da condição dele de alfabetizado.
Segundo o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, a medida servirá para que "o juízo possa analisar melhor a defesa apresentada pelo humorista na ação penal".
O juiz afirmou que Tiririca poderá se recusar a comparecer à audiência para realização dos testes ou negar-se a participar deles, pois "a lei penal estabelece que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo".
Tiririca foi acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e bens.
A denúncia levou à abertura de uma ação penal sob a acusação da prática de falsidade ideológica contra o humorista, eleito deputado federal no último dia 3.
Silveira afirmou que se Tiririca comparecer à audiência de testes serão tomados cuidados para evitar constrangimentos ao humorista.
De acordo com o juiz, a audiência deverá contar com a presença do promotor responsável pela causa, do advogado do humorista e do perito que já elaborou um laudo no caso.
A perícia já apresentada no processo levanta a suspeita de que a declaração de alfabetização de Tiririca entregue à Justiça Eleitoral não foi redigida pelo humorista.
Silveira disse que na audiência o perito deverá pedir que Tiririca escreva um texto para a obtenção de material gráfico, para a eventual realização de novas perícias.
Em seguida, o magistrado pretende solicitar que o humorista aceite realizar um ditado com palavras simples.
Na última parte da audiência, o juiz pedirá que Tiririca faça a leitura de um texto de baixa complexidade.
Segundo Silveira, a audiência poderá ser decisiva, uma vez que antes do início da fase de depoimentos de testemunhas ele terá oportunidade de decidir pela absolvição sumária de Tiririca ou pela continuidade da causa.
Na segunda-feira, o humorista apresentou defesa em que admitiu ter tido a ajuda da mulher para escrever a declaração de alfabetização entregue à Justiça Eleitoral.
Indagado sobre o tema, o juiz da 1ª Zona Eleitoral disse à Folha que só poderia falar sobre questões de forma do processo, mas não a respeito do conteúdo da defesa ou da acusação, pois a causa está sob segredo de Justiça.
Silveira então se limitou a explicar que a constatação do crime de falsidade ideológica depende do conteúdo da declaração, ou seja, se Tiririca é realmente alfabetizado, e não da forma como o documento foi produzido.
Da Folha.com
DE SÃO PAULO
A Justiça Eleitoral convocará o humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, para a realização de um ditado e a leitura de um texto simples para verificação da condição dele de alfabetizado.
Segundo o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, a medida servirá para que "o juízo possa analisar melhor a defesa apresentada pelo humorista na ação penal".
O juiz afirmou que Tiririca poderá se recusar a comparecer à audiência para realização dos testes ou negar-se a participar deles, pois "a lei penal estabelece que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo".
Tiririca foi acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e bens.
A denúncia levou à abertura de uma ação penal sob a acusação da prática de falsidade ideológica contra o humorista, eleito deputado federal no último dia 3.
Silveira afirmou que se Tiririca comparecer à audiência de testes serão tomados cuidados para evitar constrangimentos ao humorista.
De acordo com o juiz, a audiência deverá contar com a presença do promotor responsável pela causa, do advogado do humorista e do perito que já elaborou um laudo no caso.
A perícia já apresentada no processo levanta a suspeita de que a declaração de alfabetização de Tiririca entregue à Justiça Eleitoral não foi redigida pelo humorista.
Silveira disse que na audiência o perito deverá pedir que Tiririca escreva um texto para a obtenção de material gráfico, para a eventual realização de novas perícias.
Em seguida, o magistrado pretende solicitar que o humorista aceite realizar um ditado com palavras simples.
Na última parte da audiência, o juiz pedirá que Tiririca faça a leitura de um texto de baixa complexidade.
Segundo Silveira, a audiência poderá ser decisiva, uma vez que antes do início da fase de depoimentos de testemunhas ele terá oportunidade de decidir pela absolvição sumária de Tiririca ou pela continuidade da causa.
Na segunda-feira, o humorista apresentou defesa em que admitiu ter tido a ajuda da mulher para escrever a declaração de alfabetização entregue à Justiça Eleitoral.
Indagado sobre o tema, o juiz da 1ª Zona Eleitoral disse à Folha que só poderia falar sobre questões de forma do processo, mas não a respeito do conteúdo da defesa ou da acusação, pois a causa está sob segredo de Justiça.
Silveira então se limitou a explicar que a constatação do crime de falsidade ideológica depende do conteúdo da declaração, ou seja, se Tiririca é realmente alfabetizado, e não da forma como o documento foi produzido.
Da Folha.com
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"Se o Tiririca é analfabeto quem digita pra ele?"
Tenho acompanhado o perfil no Twitter @tiririca2222 e surgiu uma dúvida, o perfil de campanha têm 80.854 seguidores e com uma digitação perfeita para quem tem problemas motores como alegado em sua defesa (veja a postagem aqui) apresentada nesta segunda-feira.
Ou este perfil é falso ou sua esposa continua assessorando o deputado eleito e, com isso continua fazendo seus eleitores de palhaços ao fazer a postagem destacada na imagem acima... Continua brincando com a situação!
Como não se sabe da autenticidade deste perfil, não vou leva-lo em consideração até que se defina a situação do deputado eleito.
Continuarei acompanhando as ações do mesmo e sempre de olho em sua expressiva votação no estado de São Paulo.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Tiririca admite ajuda para redigir declaração
Deputado eleito afirma que, por ter lesão na mão, foi auxiliado pela mulher para escrever documento no qual afirma ser alfabetizado
Bruno Tavares - O Estado de S.Paulo
O palhaço Tiririca, eleito deputado federal pelo PR com 1,3 milhão de votos, admitiu que não redigiu sozinho a declaração à Justiça Eleitoral na qual afirma ser alfabetizado. Em sua defesa, entregue segunda-feira ao juiz Aloísio Silveira, da 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo, Francisco Everardo Oliveira Silva, Tiririca, alega que sua mulher o ajudou a escrever o documento.
Segundo ele, os anos de atividade circense causaram lesão que dificulta a aproximação do dedo indicador ao polegar.
A confissão de Tiririca confirma laudo do Instituto de Criminalística, elaborado a pedido do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes. Peritos do IC concluíram que "o autor dos manuscritos examinados possui uma habilidade gráfica maior do que aquela que ele objetivou registrar ao longo do texto da declaração". No dia 1º deste mês, o promotor apresentou à Justiça pedido de cassação do registro de Tiririca sob a acusação de falsidade documental e ideológica.
A confissão de Tiririca confirma laudo do Instituto de Criminalística, elaborado a pedido do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes. Peritos do IC concluíram que "o autor dos manuscritos examinados possui uma habilidade gráfica maior do que aquela que ele objetivou registrar ao longo do texto da declaração". No dia 1º deste mês, o promotor apresentou à Justiça pedido de cassação do registro de Tiririca sob a acusação de falsidade documental e ideológica.
Também embasam a defesa de Tiririca laudos e pareceres de fonoaudiólogos e psicólogos. As opiniões dos especialistas contratados pela defesa analisam suposta dificuldade de dicção dele - e seus reflexos -, além de tratar sobre as consequências que a origem familiar humilde teve em sua formação educacional.
Em setembro, Tiririca já havia sido alvo de denúncia do Ministério Público por suposta fraude ao dizer, em entrevista, que seus bens estavam em nome de terceiros. Recordista na arrecadação de verba de campanha em seu partido, o palhaço declarou à Justiça Eleitoral não ter bens em seu nome. Na reportagem, Tiririca alegou que não tem nada em seu nome por conta de processos trabalhistas e de ações movidas pela ex-mulher.
Procurado ontem, o advogado de Tiririca, Ricardo Vita Porto, não quis se manifestar sobre o teor da defesa apresentada à Justiça Eleitoral - justificou que o processo corre em segredo de Justiça. Porto assevera que seu cliente é alfabetizado e que ele não cometeu crime eleitoral.
Assim que receber os autos do Ministério Público, o juiz deve decidir se absolve Tiririca sumariamente ou se inicia a fase de instrução do processo.
Do Estadão.com.br
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Justiça admite fazer teste de alfabetização com Tiririca e decreta sigilo em processo
FLAVIO FERREIRA
DANIELA LIMA
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, afirmou em despacho que entende necessária a realização de um teste para verificar, de forma reservada e individualmente, se o humorista Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, é alfabetizado. Tiririca foi o candidato a deputado federal mais votado no Estado, com 1,3 milhão de votos.
Para que a avaliação ocorra sem constragimentos, o magistrado decretou segredo de justiça no processo.
Com a medida o juiz atendeu a pedido feito pelo advogado Ricardo Vita Porto, que apresentou nesta segunda a defesa de Tiririca na ação penal em que o deputado eleito é acusado de prestar declarações falsas sobre sua alfabetização e propriedade de bens.
Esse processo pode levar à aplicação de uma pena de um a cinco anos de prisão, mas não pode impedir a diplomação do humorista, prevista para dezembro.
Em despacho de ontem, Silveira declarou: "considerando a documentação que instrui a defesa bem como a necessidade de se fazer cumprir a exigência prevista no art. 26, § 9º, da Resolução nº 23.221, defiro que a ação penal doravante se processe em segredo de justiça".
A resolução citada pelo juiz estabelece que na falta de comprovantes de escolaridades os juízes eleitorais podem verificar a alfabetização de candidatos "por outros meios, desde que individual e reservadamente".
REPRESENTAÇÃO
O promotor Maurício Lopes virou alvo de representação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Na peça, ele é questionado por ser autor de "manifestações públicas inadequadas, exageradas e preconceituosas" contra o humorista.
A representação foi protocolada ontem pelo conselheiro Bruno Dantas. No documento, ele afirma que a conduta de Lopes é "incompatível" com o princípio da "impessoalidade".
"O promotor optou pela desmoralização pública do candidato eleito, ao invés de pautar sua atuação na técnica processual, como faz a maioria dos membros do Ministério Público, que não depende dos holofotes", ressaltou Dantas na peça.
A representação tem como base entrevistas, nas quais o promotor trata o caso Tiririca como uma "questão de honra" e "estelionato eleitoral".
Desde que Tiririca foi eleito, Maurício Lopes fez duas acusações contra ele, alegando que o palhaço apresentou declarações falsas sobre sua alfabetização e bens.
Procurado pela Folha, o promotor disse que a representação é um "exagero". "É uma tentativa de desqualificar o acusador para beneficiar o réu", afirmou.
REPÚDIO
Em nota pública divulgada hoje, o presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil seccional São Paulo), Luiz Flávio Borges D'Urso afirma repudiar "veementemente" a declaração de Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que, em entrevista ao "Correio Braziliense", usou a expressão "advogado é sórdido", quando comentava decisão do advogado de Tiririca, Ricardo Vita Porto, de entregar a defesa somente dez minutos antes do final do prazo legal.
D'Urso diz que a OAB-SP recebe o pedido de desagravo público a Porto e que um processo legal será instaurado visando a reparação moral do advogado.
O presidente da entidade afirma que "empresta solidariedade da toda a classe" ao advogado e insinua na nota que a OAB-SP pode tomar outras medidas contra o promotor.
REPÚDIO
Em nota pública divulgada hoje, o presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil seccional São Paulo), Luiz Flávio Borges D'Urso afirma repudiar "veementemente" a declaração de Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que, em entrevista ao "Correio Braziliense", usou a expressão "advogado é sórdido", quando comentava decisão do advogado de Tiririca, Ricardo Vita Porto, de entregar a defesa somente dez minutos antes do final do prazo legal.
D'Urso diz que a OAB-SP recebe o pedido de desagravo público a Porto e que um processo legal será instaurado visando a reparação moral do advogado.
O presidente da entidade afirma que "empresta solidariedade da toda a classe" ao advogado e insinua na nota que a OAB-SP pode tomar outras medidas contra o promotor.
Da Folha.com
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ação judicial não impede diplomação de Tiririca
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
Uma eventual ação judicial para cassar o mandato de Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, por conta do suposto analfabetismo do humorista, só poderá ser apresentada à Justiça após a diplomação dos candidatos eleitos, marcada para dezembro, segundo o Ministério Público Federal.
DE SÃO PAULO
Uma eventual ação judicial para cassar o mandato de Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, por conta do suposto analfabetismo do humorista, só poderá ser apresentada à Justiça após a diplomação dos candidatos eleitos, marcada para dezembro, segundo o Ministério Público Federal.
O procurador regional eleitoral em São Paulo, Pedro Barbosa, diz que antes da diplomação só podem ser adotadas medidas judiciais contra o mandato de candidatos em situações mais graves que a de analfabetismo, como em casos de abuso de poder político ou econômico.
Barbosa afirma que a apuração do caso está sendo feita com rigor, mas também com cautela. "Várias decisões da Justiça Eleitoral declaram que devem ser aceitas as candidaturas de pessoas que tenham noções, mesmo que rudimentares, de escrita e leitura", diz o procurador.
Já existe uma ação em curso contra Tiririca por conta da suspeita de que ele tenha falsificado uma declaração de que é alfabetizado para registrar a candidatura dele.
Porém o processo foi iniciado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, e pode resultar em uma condenação de prisão de até cinco anos, mas não na cassação do mandato de Tiririca, votado por 1,3 milhão de pessoas.
Da Folha.com
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tiririca tem até o dia 23 para apresentar defesa
PEDRO DA ROCHA - Agência Estado
O candidato eleito a deputado federal, Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido como Tiririca, terá que apresentar, até o dia 23, defesa na ação penal que apura se ele é alfabetizado, como declarou para concorrer ao cargo. Ele foi notificado hoje no diretório do Partido da República (PR).
Segundo o juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, onde tramita o processo, essa ação não impede a diplomação do candidato eleito. "Somente uma eventual condenação transitada em julgado poderá vir a afetar seu mandato", diz o juiz. Uma vez diplomado, o candidato passa a ter foro privilegiado e o processo é encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
Outra denúncia contra Tiririca apura possível omissão da declaração de bens no pedido de registro de candidatura. Para essa ação o Ministério Público Eleitoral se baseou no art. 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento de multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Padrinho de Tiririca diz que artista sabe ler e escrever
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