quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PR cogita lançar Tiririca para Prefeitura de São Paulo

MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA

Em meio às negociações de alianças na corrida eleitoral e de mais espaço no governo federal, o PR cogita lançar o deputado Tiririca na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo lideranças da legenda, o movimento tem dois objetivos principais. O primeiro é evitar indisposições tanto com PSDB quanto com o PT. Atualmente, o PR é aliado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas teria dificuldade em apoiar o tucano José Serra por estar, em âmbito nacional, mais próximo de Dilma Rousseff do que da oposição.

Beto Oliveira/Divulgação/Câmara dos Deputados
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
O deputado Tiririca (PR-SP) durante audiência na Câmara
Ao mesmo tempo, caso apoie o petista Fernando Haddad ficaria "a pão e água", segundo palavras de uma liderança do partido, caso Serra ganhasse.

Outra ideia com o lançamento do nome de Tiririca é puxar votos para os vereadores da capital. A cúpula do PR acredita que, na disputa, Tiririca seria um cabo eleitoral mais forte.

Lideranças do PR, porém, negam que as negociações aconteçam para pressionar o Palácio do Planalto a indicar um novo ministro para os Transportes.

Questionado, o deputado diz achar que tem capacidade para administrar a maior cidade do país.

"Acho que isso [a possibilidade de ser candidato] é um reconhecimento do meu trabalho aqui [na Câmara]. De 513 eu sou um dos poucos que nunca faltou. Isso me surpreendeu, mas quem bota lá [quem elege o prefeito] é o povo", disse à *Folha&. Segundo Tirirca, sua decisão depende apenas do partido.

As conversas sobre o assunto começaram no Carnaval e devem prosseguir ao longo dessa semana.

"Pela votação dele [Tiririca], ele tem todo o direito de ser candidato. Além disso foi uma surpresa positiva aqui na Câmara", afirmou o líder do PR na Casa, deputado Licoln Portela (MG).

Tiririca foi o deputado federal mais votado do país, com cerca de 430 mil votos somente na capital.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tiririca diz que em 1 ano fez 3 amigos e aprendeu o que deputado faz

Mais votado do país dizia na campanha desconhecer atividade parlamentar. Para ele, 'sistema da Casa é engessado por interesses políticos'.


Tiririca com pulseira que afirma ter ganhado de um índio que o visitou no gabinete (Foto: Vianey Bentes / TV Globo)Tiririca com pulseira que afirma ter recebido de
presente índio que o visitou no gabinete (Foto:
Vianey Bentes / TV Globo)
Após o primeiro ano de mandato na Câmara, o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, o mais votado do país na eleição do ano passado (1,3 milhão de votos), afirma que terminou 2011 “feliz”, depois de um começo “difícil para caramba”.
Ele fez campanha pedindo voto aos eleitores sob o argumento de que "pior que está, não fica" e dizendo que não sabia o que fazia um parlamentar.
Em entrevista ao G1, Tiririca afirmou que, em um ano, aprendeu o que é a atividade parlamentar e fez “três amigos que são amigos mesmo” dentre os 513 deputados da Casa.
“Quando eu cheguei, nos primeiros meses, foi difícil para caramba. Foi tudo muito novo para mim, complicado. Fui pegando o jeito e hoje estou tranquilo. Estou até feliz. Eu pensei que no começo iam me tratar diferente, fiquei com medo de que dissessem: ‘É artista, tem nariz empinado’. Mas viram que sou humilde. Tenho até feito amizade. Tenho três amigos que são amigos mesmo”, contou o deputado federal mais votado do Brasil nas eleições de 2010.
Leia a matéria completa no Portal G1

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Com piadas, Tiririca preside audiência pública pela 1ª vez na Câmara

Maurício Savarese
 Do UOL Notícias, em Brasília

“E o palhaço o que é?” Ao menos nesta quinta-feira (8), há duas respostas. A primeira: é o tema de uma audiência pública na comissão de Educação e Cultura na Câmara dos Deputados. A segunda: é presidente desse encontro, com o ex-profissional circense e atual parlamentar Tiririca (PR-SP).
Foi a primeira oportunidade em que ele falou longamente na Câmara desde que tomou posse, após de ter sido eleito com mais de 1 milhão de votos em 2010 –neste ano, ele não subiu à tribuna nenhuma vez. Ele presidiu a sessão no lugar de Fátima Bezerra (PT-RN).
Confira trechos da participação de Tiririca na comissão

Em novembro, Tiririca (PR-SP) presidiu, em São Paulo, uma audiência pública também sobre a questão do circo.
No encontro de hoje, em Brasília, convocado por ele para debater a concessão de alvarás a circos, Tiririca discorreu sobre sua trajetória, ganhou afagos e se permitiu fazer algumas piadas que, se não arrancaram gargalhadas de cerca de 80 pessoas presentes, serviram para descontrair.
Tiririca admitiu ainda que os deputados “trabalham muito e produzem pouco”. Teve auxílio de um assessor da Câmara e cedeu prioridade às mulheres, por cavalheirismo não previsto pelo regimento interno.
Beirando a falta de decoro parlamentar –chamou o amigo deputado Chiquinho Escórcio (PMDB-MA) de “cara de joelho” e ironizou um convidado de sobrenome Kornowski–, Tiririca só foi ácido contra o Cirque du Soleil. “Não devemos nada a esse circo aí. Tem muito brasileiro nesse circo.”
Tiririca ameaçou criticar os colegas menos próximos. Mas desistiu no meio do caminho. “Para eles [deputados], esse palhaço vinha fazer palhaçada. Realmente eu faço. Mas não, não faço. Tem a quebra de decoro”, afirmou, para depois emendar, citando colegas de quem ficou mais próximo. “A gente brinca para caramba.”

Bandeira

Ao assumir o mandato, Tiririca disse que lutaria pelos circos, estimados em 3.000 em todo o país pela associação do setor. O deputado mais votado das últimas eleições admitiu que depois da vitória se escondeu do assédio em Guararema, no interior paulista, e que teve dificuldades no início do mandato. “Nos primeiros três meses eu estava estressado”, disse. “Eu estou me adaptando.”
Ele repetiu que ainda não sabe se disputará outro mandato. Mas já sabe o que um deputado faz, ao contrário do que sinalizou no início do horário eleitoral gratuito.
“Eu realmente sei o que um deputado faz. Trabalha muito e produz pouco. O regime da Casa é engessado. Dentro do regime é complicado. Hoje estou dando baile, aprendendo para caramba. Mas foi mais difícil”, disse.
Apesar de uma representante do setor ter afirmado que “2011 foi um ano perdido para o circo”, ele se comprometeu a continuar na defesa da bandeira.
“Para mim, o circo é tudo na minha vida. É minha educação, minha vivência. Comecei com oito anos. Um artista de circo tem de fazer quase tudo. Fui trapezista, malabarista, fiz saltos mortais, fui mágico e me firmei palhaço. Mas eu achei palhaço legal porque ficava no chão, sem risco nenhum”, contou. “Eu deixei o circo, mas o circo não me deixou.”
Ao longo de mais de três horas de audiência, Tiririca não usou nenhuma vez o costumeiro “vossa excelência”, com o qual os deputados costumam começar suas frases. E não escondeu sua empolgação com o momento. “Você não sabe o quanto eu estou feliz de ser chamado de presidente”, disse a um colega. No fim da audiência, foi além: “Como presidente, encerro os trabalhos desta sessão. Eeeee. Aííí, garoto”, concluiu.
Novas audiências devem ser realizadas em 2012 para tratar do assunto. Tiririca ainda não programou sua primeira subida à tribuna da Câmara.

Fonte: UOL Notícias

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Em debate sobre circo, Tiririca faz show de humor

DANIEL RONCAGLIA 
DE SÃO PAULO

Tiririca (PR-SP) transformou ontem seu discurso de estreia como deputado em um show de comédia.

Ao presidir em São Paulo uma audiência pública sobre a questão do circo, o humorista falou por 12 minutos e arrancou risadas da plateia por diversas vezes.

"Eu era conhecido na minha rua como 'rasga mãe'", brincou, sobre o tamanho de sua cabeça.


Eduardo Anizelli/Folhapress
Deputado Tiririca faz seu primeiro discurso em audiência pública que aconteceu na Funarte, em São Paulo
Deputado Tiririca faz seu primeiro discurso em audiência pública que aconteceu na Funarte, em São Paulo

Emocionado, Tiririca contou sua história e lembrou a música "Florentina", que virou nome de uma de suas filhas. "Quando falam Florentina, é uma gozação total com ela, porque 'ô' nome feio."

"Minha mulher é conhecida como perna de jogador. Não porque é grossa, mas por ser cabeluda", afirmou, em outra passagem.

No discurso, o deputado mais votado do país, que obteve mais de 1 milhão de votos, não comentou sua atuação parlamentar. "Fiz esse pequeno 'pocket show' para dar um descontraída", disse.

Tiririca foi elogiado por "políticos-artistas" presentes como a deputada Lecy Brandão (PC do B) e os vereadores Netinho de Paula (PC do B) e Agnaldo Timóteo (PR).

"As pessoas não esperavam o que você fez aqui. Você é o cara", disse Netinho.

Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, ele marcou nova audiência para dezembro, quando deve discursar na Câmara.

Fonte: Folha.com

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O desafio da tribuna


Primeiro encontro com a tribuna
Tiririca ainda não decidiu quando irá fazer seu primeiro discurso na tribuna da Câmara. Quem conversa com ele, no entanto, aposta que a estreia não está muito longe. Tiririca até já escolheu o tema do seu primeiro pronunciamento: vai falar sobre a própria história de vida na tribuna.
Tiririca, aliás, vai comandar na segunda-feira, na Funarte de São Paulo, audiência pública da Frente Parlamentar da Cultura do Congresso sobre políticas públicas para o setor. Foram convidados representantes de pelo menos vinte segmentos do meio cultural.
Tiririca é coordenador da frente para São Paulo. É mais uma oportunidade para Tiririca testar seu lado deputado.
Por Lauro Jardim